Nem te conto sobre os contos que contei
Sobre os perigos que atravessei
Sobre os oceanos que desafiei
Sobre os medos que enfrentei
E como deveras me admirei
Quando o que buscava não encontrei
Quando não havia o que pensei
Quando diante de tudo apenas chorei
Como qualquer luz efêmera, passei
Como esperançoso que fui, esperei
Como tudo que é vivo, cansei
E como poucos, desesperei
Inspirado pela vida, levantei
E, apesar da fraqueza, continuei
como normal era, muitas vezes mais exasperei
e que não era possível viver assim,cogitei
Mas de fato me enganei
e uma vez mais surpreso fiquei
Ao perceber que na verdade sei
o quanto de mim dei
O quanto de ti tomei
Ainda não captei
Mas percebo que te entreguei
O afeto que antes nunca imaginei
Já não sei bem o que não falei
ou o que não superei
Mas o que ocultei
É tudo que tão bem de mim sei
E tudo pro alto joguei
Dessa vez já não acreditei
Que nova construção era possível, lamentei
Mas apesar de tudo, não chorei
E novo sentido para meu eu encontrei
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