segunda-feira, 21 de março de 2011

Nós, no caminho

Já não há razão para supor que o melhor caminho é esse no qual já nos encontramos. Seguir o vento, seguir a intuição, a bússola de vida... qual caminho mal traçado nos espera? Que tipo de obstáculo nos levará a transpor? O fato é que desejo que me dês a mão, para que juntos possamos cruzar o breu dos dias e a luminosidade intensa das noites escuras. Não há o que temer. Nossos medos não fazem sentido quando estamos juntos; eles parecem deuses perdidos no frio da existência! Mas se algo corta o que amorosamente nos liga, somos fracos, caímos de joelhos e sem forças para continuar. Sinto, porém, que não nos desligamos, mas que escolhemos, por acidente talvez, caminhos diversos, e nossos sóis nos guiaram por diferentes possibilidades da bifurcação que está logo ali à frente. O sul do horizonte será nosso norte e lá nos encontraremos de novo. Estaremos mais fortes e mais certos das nossas necessidades mútuas, sedentos do que foi deixado para trás e que ulula tal qual o mais feroz e triste dos bichos! Não tenhamos medo de nos tocar novamente. As diferenças que surgiram da nossa odisseia individual apenas revelam o quão imensamente podemos nos completar e o quanto as polaridades são interdependentes e atraentes. Após tenebroso inverno, podemos ter clareza de que o frio da solidão não é a estação que procurávamos, e que o verão, repleto dos calores do abraço teu, está cada vez mais próximo e acessível. Posso sentir o pulsar do teu coração ao longe e ele, sim, me guiará para onde eu devo estar e de onde nunca deveria ter saído. O destino foi traçado por nossos desejos e dele pode ser feito o que quisermos. Não há força capaz de mudar isso!

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