Permito-me chorar ante a graciosidade da menina que, sentada no chão, dá sua mão a segurar a pata do cão, e com a outra suavemente alisa seu pelo; ou estaria, na verdade, o pelo do cachorro alisando a mão da menina? Fico preso e inerte por segundos de eternidade nessa genuína demonstração de afeto mútuo, onde quem desliza as mãos pelo pelo negro tem sua alma também acariciada, num jogo gentil e inocente de dar e receber, sem cobranças, apenas pelo bem que faz o bem querer e o querer bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário